- Se me seguires, ficarás tão forte como eu – respondeu o cão. – O homem dar-te-á restos saborosos.
- Mas o que preciso de fazer em troca? – quis saber o Lobo.
- Muito pouco, na verdade – respondeu o Cão. – Uivar aos intrusos, agradar ao dono e adular os seus amigos. Só por isto receberás carne e outras iguarias muito bem cozinhadas. De vez em quando, receberás também festas no dorso.
O Lobo ficou encantado com a ideia e meteram-se ambos ao caminho. A dada altura, o Lobo reparou que o cão tinha o pescoço esfolado.
- O que tens no pescoço? – perguntou.
- Nada de grave. É da argola com que me prendem – explicou o Cão.
- Preso? Então não podes correr quando queres? – exclamou o Lobo. – Esse é um preço demasiado elevado: não troco a minha liberdade por toda a comida do mundo.
Dito isto, desatou a correr o mais depressa que pode para bem longe dali.
Moral da história:A tua liberdade não tem preço.




